Amália precisava falar, aquilo estava entalado em sua garganta.
— Eu não o vi, mas reconheci a voz. Eu estava caminhando até o mercado, na época em que trabalhava na casa de uma senhora, e fui abordada por um homem que me colocou à força num carro. Ele me levou até o porto... Tentei fugir, e ele... ele me bateu e tentou... Os olhos dela se encheram de lágrimas ao lembrar da angústia que viveu.
— Não precisa... Glauco ia pedir que parasse, mas ela estendeu a mão, os dedos trêmulos.
— Preciso diz