Quando Ana se aproximou do altar, Amália já tinha lágrimas nos olhos.
Com as mãos levemente trêmulas, Ana tocou a mão de Paolo, que a estendeu com firmeza, apesar do nervosismo.
Depois do cumprimento do pai da noiva, os dois se colocaram lado a lado e se ajoelharam diante do altar.
A igreja parecia suspensa no tempo, o perfume das flores, a luz dourada filtrando-se pelos vitrais e o murmúrio suave da música tornavam tudo quase sagrado.
Lindas palavras ecoaram na voz serena do sacerdote, e Ana, emocionada, deixou que uma lágrima solitária escorresse por sua bochecha.
Paolo a olhou de soslaio, o coração batendo forte, como se quisesse gravar para sempre aquele instante.
O sacerdote então sorriu e começou:
— O amor é o dom mais perfeito que o Criador concedeu ao ser humano. É ele que nos ensina a esperar, a perdoar e a recomeçar. O amor verdadeiro não exige perfeição, apenas entrega. Ele é paciente, é abrigo nas tempestades e é também a força que nos impulsiona nos dias de sol. Que este