Era perto das dez quando o som da banheira enchendo tomou conta do quarto. Amália ainda cochilava preguiçosamente, o rosto suavemente iluminado pelo sol que entrava pela janela. Glauco, apenas de roupão, observava a avenida já movimentada, o céu azul limpo refletindo a promessa de um dia perfeito.
— Senhorita preguiçosa, vamos acordar. Disse ele, com um sorriso divertido. — Quero levá-la às compras, e iremos embora ao entardecer.
— Oras… você me tortura e ainda diz que sou preguiçosa? Resmungou ela, enquanto seu corpo parecia não obedecer aos próprios comandos.
Glauco riu, subindo na cama para beijar as costas dela, causando-lhe arrepio imediato.
— Vem… a água está ótima. Murmurou, puxando levemente o lençol.
— Só se você me carregar. Brincou Amália, virando-se e levantando os braços.
— Seu desejo é uma ordem! Respondeu ele, levantando-a nos braços com facilidade.
Amália riu, agarrando-se ao pescoço dele, suas pernas balançando de felicidade. Glauco a colocou com cuidado na banheira: