Amália e Glauco se aproximaram da escola, de mãos dadas, o sol baixo iluminando as fachadas antigas. As paredes de pedra e janelas altas davam à construção um ar solene, quase intocado pelo tempo.
Quando chegaram à portaria, um senhor de cabelos quase todos brancos, uniforme gasto, levantou os olhos. Ouvia atento notícias em um pequeno rádio sobre uma bancada antiga. Ele parou por um instante, a expressão congelada.
Desligou o rádio, surpreso, e olhou para Amália como se visse um fantasma.
Amál