Natália continuou comendo, enquanto Laerte, como sempre, servia cuidadosamente pequenas porções no prato dela. Ela precisava saber. Com um gesto delicado, pousou o garfo sobre o prato.
Laerte percebeu que ela havia parado de comer e buscou seus olhos.
— Você os matou? Perguntou, de forma direta. A dúvida a consumia.
— Se eu disser que sim… você vai me comparar a eles? Laerte perguntou, receoso com a reação dela. Já carregava a lembrança e culpa por Damiano ter usando seus navios para cometer crimes bárbaros contra ela e outras mulheres.
— Você já fez o que eles fizeram comigo? Indagou Natália, firme.
— Nunca… nunca toquei em uma mulher sem seu consentimento, nunca bati em nenhuma mulher.
— Então não há comparação. Qualquer coisa que você e seu irmão tenham feito com eles, ou com os outros, é apenas parte do preço que eles tinham que pagar. Disse ela, com os olhos úmidos e os lábios levemente trêmulos.
Laerte sentiu o peito apertar, tomado pela culpa e pelo remorso.
— Se houvesse um j