Polônia
Othon permanecia imóvel na varanda de sua imponente propriedade, uma figura esculpida na penumbra do entardecer. O rosto marcado pelo tempo parecia feito de pedra, inexpressivo, como se há muito tivesse esquecido como sentir. À sua frente, estendia-se um vasto campo, uma tapeçaria viva de pastagens verdejantes e flores silvestres em tons de azul, vermelho e amarelo. A beleza do cenário contrastava de forma cruel com a escuridão que dominava seu interior.
O sol mergulhava lentamente no h