Voltei para casa com a carta dobrada dentro da bolsa.
Cada passo doeu um pouco. Não o corpo — a alma. Como se, a cada quarteirão, eu estivesse me afastando de alguma coisa que não sabia se queria deixar pra trás… ou pra sempre.
Marco ainda não tinha voltado. O apartamento estava em silêncio. A luz do dia entrava pela janela da sala e tocava os móveis com um tipo de ternura que me desmontou.
Larguei a bolsa no sofá, tirei os tênis, e fiquei ali, de pé, no meio do nada.
A carta.
O envelope com d