Me viro para os dois, o coração ainda acelerado com tudo que aconteceu nos últimos dias. O peso da minha respiração denuncia o quanto estou cansada, mas mesmo assim encontro forças para erguer o queixo e encarar aqueles olhares intensos.
— Me deixem ir embora… — minha voz treme, mas não recuo. — Eu não posso ficar aqui. Este não é o meu lugar.
As palavras saem afiadas como lâminas, cortando o silêncio do quarto. O ar parece congelar entre nós. Arthur abaixa os olhos, e nele eu vejo algo que me