Se alguém me dissesse, algumas semanas atrás, que eu estaria entrando no carro de John Carter em pleno domingo, vestida de forma comportada demais para o meu gosto, a caminho de um almoço com os pais dele para anunciar uma gravidez não planejada, eu teria gargalhado até perder o ar.
Agora, aqui estava eu, com o estômago embrulhado, segurando a bolsa com força excessiva e encarando o portão de uma casa grande demais para ser confortável e simples demais para ser intimidadora.
— Ainda dá tempo de fingir um desmaio — murmurei para mim mesma.
John, ao meu lado, ajustava o relógio no pulso como se estivesse prestes a entrar em uma reunião milionária. — Ele já havia comunicado aos pais sobre nossa relação desastrosa, e nas últimas semanas tem se esforçado para que possamos ter, ou ao menos tentar, um relacionamento saudável.
— Se você desmaiar, minha mãe vai ligar para três médicos, dois padres e um advogado em menos de cinco minutos.
— Reconfortante. — Debochei.
Ele me olhou de