Eu não sabia dizer exatamente quando a sensação começou.
Talvez tenha sido no silêncio excessivo dentro do carro.
Ou no jeito que John apertava o volante como se aquilo fosse a única coisa que o mantinha ancorado à realidade.
Ou talvez… talvez tenha sido no momento em que ouvi o nome dela outra vez.
Cassandra.
Ele não precisava explicar muito. Bastou o som daquele nome para algo dentro de mim se fechar, como uma porta batida pelo vento.
— Ela veio ontem — John disse, sem me olhar.