Seis meses podem parecer pouco tempo quando se olha para um calendário. Mas, quando se olha para dentro, seis meses podem ser uma vida inteira.
O medo não foi embora. Ele apenas se recolheu. Como um animal à espreita, escondido entre árvores, esperando o momento certo de avançar. Nenhuma nova mensagem. Nenhuma foto. Nenhuma ameaça velada. Nada. O silêncio absoluto que, ironicamente, me permitiu voltar a respirar.
E amar.
Eu estava na reta final da gravidez agora. Barriga redonda, pesada, impossível de ignorar. Meu corpo não me pertencia mais da mesma forma — e, ainda assim, nunca me senti tão inteira.
John estava diferente.
Não era mais o homem que falava sobre controle, segurança e estratégia como se estivesse em uma sala de reuniões. Era o homem que acordava de madrugada porque eu sentia fome, que discutia com o atendente da farmácia sobre vitaminas pré-natais, que lia artigos sobre parto humanizado com a mesma atenção que lia contratos milionários.
E, principalmente, era o homem qu