O silêncio dentro do carro era tão espesso que parecia ter peso. John dirigia com uma mão no volante e a outra apoiada na coxa, os dedos longos batendo em um ritmo impaciente que denunciava tudo aquilo que ele fingia não sentir. Eu observava seu perfil à meia-luz da rua, o maxilar rígido, os lábios pressionados em uma linha dura demais para alguém que havia acabado de se divertir às minhas custas.
— Você enlouqueceu? — quebrei o silêncio, incapaz de me conter por mais tempo.
John lançou um o