Mundo de ficçãoIniciar sessãoSebastian queria ser pai. Seu sonho sempre foi ter uma mini-cópia sua correndo naquela casa enorme, onde ele sempre se sentia sozinho. Mas uma coisa atrapalhava esse sonho de se realizar. Para ser pai, ele teria que casar, e para um casamento acontecer, ele teria que encontrar alguém. Mas quem? Sebastian queria muito um bebê, e o jeito mais rápido que achou, foi contratar uma barriga de aluguel. E depois de alguns meses, quando recebeu o resultado, ele ficou feliz. Ele iria ser pai. E depois de nove meses, quando aquele bolinho pequeno chegou aos seus braços, Sebastian já tinha tudo preparado e planejado para receber um bebê em casa. Ele já tinha pensado em tudo, até nos mínimos detalhes. O closet estava cheio de roupinhas minúsculas e ele se perguntava se caberia mesmo uma pessoa ali dentro, pelo quarto azul havia poucos brinquedos espalhos apenas para decoração. Porém, conforme o tempo foi passando, ficou difícil para ele cuidar do filho e da empresa que consumia parte do seu tempo. Uma babá precisava ser contratada.
Ler maisBenjamin se sentou na cama ainda sonolento, esfregando os olhos.— Gabi… você voltou…A voz saiu baixinha, mas cheia de alívio.Gabriela deu um passo para dentro do quarto dessa vez.— Voltei, sim - O sorriso veio fácil. Natural.Benjamin praticamente se jogou para frente, abraçando ela pelo pescoço. Ainda meio desajeitado de sono, mas apertado, verdadeiro.Sebastian observou. Em silêncio. Algo ali apertou de novo, mas dessa vez não era incômodo.Era estranho. Diferente.— Eu fiz café ‐ ela disse, ainda abraçando o menino — você vai gostar.Benjamin levantou rápido.— Eu tô com fome!— Milagre — Sebastian murmurou, já se levantando da cama.Gabi riu baixo.Minutos depois, os três estavam na cozinha.Benjamin foi o primeiro a se sentar, já curioso com a mesa.— Uau - Os olhos dele brilharam — Foi você que fez tudo isso, Gabi?— Foi.— Você cozinha melhor que o papai.Sebastian soltou um riso baixo enquanto puxava a cadeira.— Ei.— É verdade - o menino deu de ombros, pegando o waffle —
Sebastian estava no escritório, sentado à cabeceira da mesa de reuniões, enquanto dois sócios discutiam números e projeções à sua frente. Ele ouvia, mas não estava completamente ali. A mente, vez ou outra, escapava… voltava para aquela manhã, para o jardim, para um sorriso específico que insistia em aparecer.O celular vibrou sobre a mesa. Ele olhou de relance.“Mãe.”— Com licença — pediu, já se levantando levemente — preciso atender.Saiu da sala antes mesmo que alguém respondesse.— Oi, mãe.— Filho, você vai buscar o Ben hoje? — a voz de Selena veio direta, mas suave.Sebastian olhou pela janela do corredor, pensativo por um segundo.— Vou sim. Pode deixar comigo. — Tem certeza? Seu dia está cheio.Ele respirou fundo.— Hoje eu quero ir.Do outro lado, um pequeno silêncio.— Certo — ela disse, com um leve sorriso na voz — ele vai gostar.— Eu também.Desligou. Ficou alguns segundos parado, encarando o reflexo no vidro. E então voltou para a reunião.Horas depois, Sebastian estava
Gabriela não fazia ideia de como tinha passado naquela entrevista. Molhada pela chuva, com o cabelo bagunçado e o coração acelerado… definitivamente não era a imagem que queria transmitir. Ainda assim, dois dias depois, ali estava ela. Em seu segundo dia na casa dos Peterson. A casa estava mais silenciosa do que o normal. E era um silêncio… desconfortável. Benjamin observava Gabriela de longe. Sentado no sofá. Abraçado no Dino. Como se estivesse analisando. — Você sempre fica assim? — ela perguntou, sentando no tapete, sem invadir o espaço dele. — Assim como? — Me olhando como se eu fosse suspeita. Ele pensou. — A Ana deixava eu desenhar na parede. Gabriela segurou o riso. — Então já começamos com uma desvantagem. Silêncio. Pequeno. Mas menos pesado. — Você sabe desenhar? — ele perguntou. — Sei… mais ou menos. — A Ana desenhava bem. Direto e com comparação. Ela aceitou. — Então você pode me ensinar a melhorar. Benjamin franziu o cenho. Confuso. Não era a resposta
Gabriela acordou devagar, sentindo as pálpebras pesadas, como se tivesse dormido por horas a mais do que precisava. O teto familiar do seu quarto a encarava de volta, e por um momento ela franziu a testa, confusa.Ela lembrava nitidamente de ter apagado no sofá.— Ué…? — murmurou, sentando-se na cama com o lençol escorregando pelo colo.Passou as mãos no rosto, tentando organizar as memórias. Só lembrava do filme, da almofada, do barulhinho baixo da TV… e nada mais. Provavelmente Guilherme a carregou para o quarto. Era bem coisa dele fazer sem nem perguntar, do jeito todo protetor que só ele tinha.Gabriela suspirou, sorrindo de leve. Sim, aquilo tinha a cara do seu irmão.Como ainda era cedo, ela decidiu começar o dia do jeito que mais gostava: com uma corrida leve.Tomou um banho rápido, amarrando o cabelo em um rabo de cavalo frouxo, e vestiu legging, moletom cinza e tênis confortáveis. O clima nublado deixava tudo mais aconchegante. Parecia uma manhã preguiçosa de fim de inverno,





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