Ponto de vista do narrador
Natália sentiu as pernas falharem antes mesmo de perceber que estava chorando. As lágrimas vinham quentes, silenciosas, misturadas ao som do mar que parecia testemunhar tudo sem julgar.
Ela levou as mãos ao rosto por um segundo, tentando organizar o caos dentro do peito. Medo, amor, culpa, desejo — tudo junto, tudo intenso demais.
Carlos Eduardo ainda estava ali, ajoelhado, imóvel, o olhar fixo nela como se qualquer movimento brusco pudesse quebrar aquele instante.
— Cadu… — a voz saiu trêmula.
Ele se levantou devagar, fechando a pequena distância entre eles, mas sem tocá-la ainda. Como se quisesse dar a ela espaço até para decidir respirar.
Natália engoliu em seco.
— Sim. — disse, finalmente. — Eu aceito.
O sorriso dele foi imediato, quase incrédulo. Um riso curto escapou do peito antes que ele a puxasse para um abraço forte, inteiro, como se estivesse prendendo o mundo nos braços.
— Você não faz ideia do quanto eu quero isso — murmurou contra o cabelo del