Ponto de vista do narrador
Natália acordou cedo naquela manhã, o sol filtrando pelas janelas da casa de praia como lâminas douradas sobre o mar calmo. Cadu dormia profundamente ao seu lado, o peito subindo e descendo em ritmo tranquilo. Ela decidiu tomar um banho para clarear a cabeça e, silenciosamente, saiu da cama, deixando a camisola cair no chão do banheiro antes de entrar no box amplo.
A água quente caía como chuva, envolvendo sua pele, levando embora as tensões da noite. Natália fechou os olhos, inclinando a cabeça para trás, o vapor preenchendo o ar.
A porta do banheiro se abriu sem ruído. Carlos Alberto entrou nu, o corpo ainda marcado pela maturidade forte, o pau já semi-ereto só de pensar no que faria. Ele encostou a porta com cuidado, sabendo que o filho dormia a poucos metros dali. Natália não o ouviu chegar até sentir as mãos grandes na sua cintura, puxando-a contra si.
Ela arfou, mas antes que qualquer som escapasse, a mão dele tapou sua boca.
— Quieta — sussurrou rouc