Ponto de vista do narrador
Após o café da manhã, repleto de pão de queijo quentinho, frutas frescas cortadas em fatias perfeitas e o riso contagiante de Rebeca espalhando migalhas pela mesa, a família decidiu descer para a praia. O dia estava perfeito: céu azul sem uma nuvem, sol forte mas com uma brisa fresca que vinha do mar.
Carlos Eduardo carregou Rebeca nos ombros, a menininha gritando de alegria enquanto batia os pezinhos nas costas dele. Natália caminhava ao lado, de biquíni coberto por uma saída de praia leve, carregando a bolsa com protetor solar e brinquedos de praia. Carlos Alberto fechava o grupo, de sunga preta, óculos escuros e um corpo que, mesmo aos quarenta e dois, ainda impunha respeito e era mais belo que muitos de vinte por aí — músculos definidos, pele moreno escuro e bronzeada, postura de quem sabe exatamente o espaço que ocupa no mundo.
Chegaram na faixa de areia particular da casa, já com cadeiras e guarda-sol armados pelos funcionários. Espalharam toalhas, mo