Ponto de vista do narrador
A mansão estava imersa em um silêncio profundo, como se as paredes absorvessem cada som, cada respiração. Natália subira as escadas apreensiva, o coração martelando no peito, ela não sabia o que poderia esperar de Carlos Alberto. Trancou-se no quarto de hóspedes — o quarto que Carlos Alberto insistira em chamar de "seu" —, encostando-se na porta como se pudesse barrar o mundo lá fora. O corpo reagia à presença dele de forma muito intensa, ela estava totalmente molhada, sua vagina latejava, e seu coração não parecia mais querer esconder a verdade.
Deitou-se na cama, abraçou o travesseiro tentando conter o que obviamente já não se continha mais.
Um clique suave na maçaneta. A porta se abriu devagar — ele tinha a chave mestra, claro. Carlos Alberto entrou sem pressa, fechando a porta atrás de si com um movimento deliberado. A luz do abajur iluminava metade do rosto dele, destacando os traços frios, mas os olhos, os olhos carregavam algo diferente. Não raiva. N