Ponto de vista do narrador
A mesa estava posta com o capricho simples e encantador típico da família de Natália: toalha florida já um pouco desbotada, pratos que não combinavam entre si, panelas fumegando sobre descansos de madeira e aquele cheiro de comida caseira que abraçava qualquer visitante antes mesmo de dar o primeiro passo na cozinha.
— Senta, Carlos Eduardo — disse Helena, puxando a cadeira com um sorriso. — Quer água, suco, refrigerante? Fiz limonada fresquinha.
— Água tá ótimo, dona Helena — respondeu ele, educado, ajeitando Rebeca ainda adormecida no canguru.
Sr. Henrique trouxe o próprio copo, colocou feijão no prato de Carlos e sorriu de lado:
— Aqui ninguém passa fome, meu filho. Se quiser repetir, é só falar.
— Obrigado, senhor Henrique — disse ele, tocado com a gentileza.
O jantar começou leve, cheio de risadas, histórias da infância deles, principalmente de Natália sendo contadas entre uma garfada e outra, e o som dos carrinhos rodando no quintal. Natália olhava tu