Ponto de vista do narrador
O dia da viagem começou cedo. Tão cedo que Natália precisou esfregar os olhos várias vezes para entender se estava mesmo acordada, afinal o sol ainda nem havia nascido.
Quando desceu as escadas da mansão, tinha uma pequena mochila nas costas, porém encontrou a movimentação típica de uma família rica que estava prestes a colocar o pé na estrada: funcionários carregando malas, outros levando caixas de mantimentos, e Rebeca correndo atrás de Carlos Eduardo com o vestido voando.
— Preparada para a aventura? — chamou Carlos Eduardo, abrindo os braços para ela.
— Acho que sim! Sorriu, mesmo com o coração acelerado.
Ele sempre deixava tudo mais leve.
— Acho que sim — ela respondeu, ajeitando a alça da mochila no ombro. — Apesar de ainda achar que estou dormindo.
— Então eu sou um sonho para você?— ele brincou, piscando.
Rebeca apareceu no meio, se jogando contra a perna de Natália e levantando os bracinhos para ser pega.
Natália a ergueu, rindo.
— Bom dia