Arianna sentou no banco do passageiro do carro de David, o couro frio colando na pele nua das costas expostas pelo vestido. O ar condicionado zumbia baixo, mas o silêncio entre eles era mais gelado que aquilo. Ela cruzou as pernas, olhando pela janela as luzes da Vila Olímpia passando borradas – prédios altos, carros luxuosos, gente rindo na calçada. O cheiro dele ainda impregnava o ar: perfume amadeirado misturado com suor e algo mais primal, algo que fazia o corpo dela latejar em lugares que