David ficou parado na porta olhando Arianna se afastar pelo corredor com a bebê no colo.
Ela balançava devagar, a voz baixa cantando uma cantiga que ele já conhecia de cor. Ava, antes desesperada, agora quietinha, a cabecinha encostada no ombro dela. O vestido preto ainda brilhava sutil sob a luz fraca do corredor, o cabelo úmido da boate caindo nas costas nuas.
Linda.
Calma.
Perfeita com a filha dele.
Ele sentiu o peito apertar – uma mistura de desejo que ainda queimava nas veias e algo mais profundo, que ele não queria nomear.
Arianna desapareceu no quarto da bebê, a porta se fechando com um clique suave.
David virou.
E deu de cara com a mãe.
Dona Isabella estava encostada na parede oposta, braços cruzados, expressão séria. Os olhos verdes – iguais aos dele – fixos nele como se vissem através da alma.
— Vem comigo — disse ela, com a voz baixa, mas que não admitia recusa.
Ele seguiu.
Foram até a varanda coberta, o lugar favorito da mãe quando visitava. Grande, com piso de madeira cla