O escritório estava mergulhado em penumbra, iluminado apenas pelo abajur sobre minha mesa e pelo brilho distante das luzes da propriedade. O silêncio era quebrado apenas pelo leve farfalhar das páginas que Matia folheava, sentado à minha frente. Pietro, como sempre, mantinha-se em pé diante das janelas, os braços cruzados, observando o nada.
Eu sabia que eles estavam insatisfeitos. Podia sentir isso na tensão que pairava no ar, na maneira como Matia franziu a testa ao ler o relatório em suas mão