O sábado amanhece com um céu tão azul que parece pintura. Leo já está de pé antes de mim, espalhando plásticos pelo chão do antigo quarto de hóspedes com um sorriso bobo no rosto. Ele parece uma criança ganhando o primeiro pincel.
— Vai pintar isso aí com a boca de tanto sorrir? — pergunto da porta, ainda sonolenta, com a camiseta dele servindo como camisola.
Ele se vira, sujo de tinta branca na bochecha, e sorri ainda mais.
— Se você pedir, pinto com o corpo todo.
Dou risada. Ele se aproxima e