Acordo com o sol entrando preguiçoso pelas frestas da cortina. O quarto está silencioso, mas a paz que paira no ar é tão densa que quase consigo tocá-la. Me mexo devagar, sentindo o corpo dolorido de prazer. As pernas pesadas, a pele sensível… e um sorriso idiota colado no rosto.
Leo está deitado de lado, me olhando como se a noite não tivesse passado. Como se tivesse ficado ali, me vigiando, admirando, desejando.
— Dormiu alguma coisa? — pergunto, com a voz ainda rouca.
— Não consegui. Fiquei