A casa dele está silenciosa. Quase reverente. Como se respeitasse o que está prestes a acontecer entre nós.
Entro devagar, como se ainda estivesse pisando em um território desconhecido — mesmo já conhecendo cada canto dessa sala, cada móvel, cada perfume que paira no ar. Leo vem logo atrás de mim, deixando a chave sobre a mesinha de entrada. Nossos olhos se encontram, e não há mais necessidade de palavras.
Tudo que foi dito lá atrás — no hospital, na estrada, nos silêncios que compartilhamos —