Aquela noite não foi exatamente uma noite. Foi um labirinto.
Matt dormia ao meu lado com a respiração calma, profunda, como se o mundo inteiro estivesse em ordem. Eu, não. Eu revivia a vida como quem passa o filme em câmera quebrada, pulando cenas, misturando vozes, trocando rostos. Minha mãe sendo dura e frágil na mesma proporção. Eu esperando na janela. Eu esperando na porta. Eu fingindo que não esperava mais.
Os vizinhos. De repente, eles faziam sentido. As visitas estranhas demais par