Lucile apareceu na minha porta com o olhar clássico de mãe recém-atualizada: exausta, meio fora de órbita e profundamente apaixonada por um ser humano de seis quilos que dormia dentro de um bebê-conforto como se o mundo inteiro fosse só um detalhe irrelevante. Benjamin tinha dois meses e parecia saber disso. Dormia com a boca levemente aberta, o punhozinho fechado, respirando no ritmo que dá vontade de sentar no chão e vigiar por horas só para confirmar que está tudo mesmo em ordem.
Lucile