O tempo dentro daquele restaurante parecia trabalhar contra mim. Ou a favor. Nunca sei definir quando a vida resolve ficar bonita demais por alguns minutos. A gente ficou ali depois da sobremesa — um creme brûlée que eu mal senti o gosto porque estava ocupada demais assistindo Matt sorrir — escutando o pianista tocar uma melodia lenta, suave, quase transparente. Um daqueles sons que parece que entra pela pele e não pelo ouvido.
O ambiente tinha ficado mais silencioso, mais íntimo, como se o