Entramos em casa com aquela calma pesada que chega depois de um dia emocionalmente denso. A luz da sala estava fraca, vinda só do abajur no canto, e ali, afundada no sofá como se tivesse travado uma batalha com o cansaço e perdido feio, estava Helena. Dormia torta, quase caindo para o lado, segurando uma cesta de novelos no colo e duas agulhas apontadas para direções completamente aleatórias, como antenas desreguladas.
Matt chegou perto, tentando segurar o riso.
— Se a gente acordar ela a