A semana parece mais longa do que realmente é. Cada dia arrasta-se com a lentidão de um relógio quebrado, e a sensação constante de que tudo pode desabar a qualquer instante me acompanha como uma sombra. Quando Lucile confirmou que o transplante seria autorizado, que os exames de Matt estavam melhores do que o esperado, eu senti uma mistura de alívio e pavor. Alívio, porque havia uma chance. Pavor, porque essa chance vinha acompanhada do medo mais cruel que existe — o de perder um filho.
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