Os dias seguintes pareciam se arrastar em câmera lenta, como se o tempo tivesse esquecido de passar dentro daquela ala branca e silenciosa do hospital. Cori estava no isolamento. Um quarto de vidro, frio e impessoal, mas que, de alguma forma, abrigava tudo o que restava da minha sanidade. Eu olhava para ela e via o que me mantinha em pé. E o que podia me derrubar completamente.
Ela dormia a maior parte do tempo, o corpo miúdo envolto em lençóis maiores do que ela. A quimioterapia a deixara