As palavras dele ficaram martelando na minha mente como um desafio. É como se ele dissesse “Eu gosto de ver até onde você aguenta.”
Era cruel. Cruel e irresistível.
Eu queria gritar com ele. Queria dizer que não tinha graça brincar com a minha cabeça daquele jeito. Mas no fundo eu sabia que parte de mim gostava daquela tortura. Parte de mim se alimentava da intensidade dele.
Apertei a taça entre os dedos, tentando me manter lúcida.
— Então é isso? — perguntei, quebrando o silêncio.