A manhã nasceu cinzenta, com uma garoa fina batendo contra a janela do meu quarto. Eu acordei com o coração ainda acelerado, como se a noite tivesse sido só uma continuação silenciosa da confusão que Russ deixou em mim.
Me virei na cama, tentando encontrar algum respiro, mas o envelope em cima da escrivaninha parecia rir da minha tentativa. Branco, discreto, inofensivo à primeira vista, mas para mim, pesado como chumbo.
Suspirei, levantando-me devagar. Preparei uma xícara de chá de camomi