Três meses depois...
Valentina estava afundada no sofá como se fosse parte da mobília, com olheiras que fariam inveja a qualquer zumbi de série pós-apocalíptica. O coque no alto da cabeça desafiava a gravidade, a dignidade e qualquer tendência de moda. Uma mamadeira vazia equilibrava-se perigosamente em sua perna, como um troféu silencioso de mais uma madrugada vencida.
— Rafael, cadê a fralda?! — gritou, tentando manter a calma enquanto embalava um bebê chorando com os pulmões de um tenor.
— E