Era sábado. Sol de verdade. Céu tão azul que parecia ter sido pintado à mão. E, milagrosamente, Joaquim estava passando o dia com a avó. Pela primeira vez em meses, a casa não tinha brinquedos cantando sozinhos, mamadeiras espalhadas ou o choro sincronizado entre bebê, gato e casal.
Valentina acordou com um sentimento que quase esqueceu como era: paz. Uma paz tão silenciosa que deu até medo.
Ela se virou devagar, saboreando o momento como quem saboreia o último pedaço de chocolate escondido na