O sol se despedia no horizonte quando Rafael parou na porta da sala, com a testa franzida e um embrulho pequeno nas mãos. O céu estava pintado de tons laranjas e cor-de-rosa, como se o universo tivesse decidido dar o seu toque final num dia que, até então, tinha sido… peculiar.
— Valentina? — ele chamou, tentando manter a voz firme.
Do outro lado da casa, um barulho semelhante a uma avalanche precedeu o grito:
— Se o Joaquim colocar mais um brinquedo molhado na geladeira, eu vou criar uma lei m