O vento da noite cortava Londres como uma lâmina afiada. As ruas, úmidas da recente chuva, refletiam a luz pálida dos lampiões. Beatrice, acompanhada apenas de sua dama de companhia, regressava da casa de uma vizinha, quando a carruagem em que estava freou abruptamente. O estalo dos cavalos, seguido do grito abafado do cocheiro, foi o último som que a jovem ouviu antes de mãos ásperas a arrancarem do assento acolchoado.
Um pano encharcado de cheiro ácido encostou-lhe ao rosto. A visão escureceu