A voz grave do pai de Hudson Flertiã soou do outro lado da linha:
— Volte, Amara. Você não entende Hudson. Ele pode parecer manso por fora, mas, depois que toma uma decisão, não cede. É extremamente inflexível.
— Ele está certo, Amara — acrescentou a mãe de Hudson, receosa de que a jovem estivesse assumindo culpa demais. — Não se force além do limite. Nós não a culpamos. Isso realmente não é culpa sua.
Amara apertou o telefone com mais força.
— Tio, tia, eu entendo. Mas não vou desistir sem tentar tudo o que estiver ao meu alcance. Deixem-me tentar mais uma vez, por favor.
Após encerrar a ligação, a expressão dela mudou por completo.
Arrastá-lo à força ou nocauteá-lo não resolveria nada. Se Hudson não mudasse de ideia por vontade própria, bastaria um descuido para que ele simplesmente fosse embora ao amanhecer.
Então… o que ela deveria fazer?
Enquanto isso, sob a sombra de uma grande árvore próxima ao templo, um carro preto permanecia estacionado.
Pitter franziu o cenho ao conferir o