Amara permanecia completamente perplexa diante do choque causado por Onório.
— Primeiro Irmão… — ela passou a mão pelos cabelos, incrédula. — Você está tão entediado assim a ponto de decidir aprimorar suas habilidades desse jeito?
Ela simplesmente não conseguia aceitar o que estava acontecendo.
E, ainda assim, no fundo, sabia que era real.
O Primeiro Irmão mais velho estava, de fato, pedindo-a em casamento.
Aquilo era ainda mais assustador do que se ele tivesse vindo para matá-la.
Onório ignorou por completo a expressão atônita de Amara. Seu semblante permaneceu sério, quase solene. Em seguida, retirou calmamente um papel rosa do bolso interno do casaco.
Sem emoção alguma, passou a ler em voz alta, com um tom robótico:
— “Estou disposto a lhe entregar meu coração e tudo o que sou. Mas, por favor, poupe meus olhos, pois foram eles que me permitiram vê-la. Não há nada em mim que não tenha sido conquistado por você. Você levou a vida de cada parte de mim e trouxe consigo a morte. Se aind