Quando o velho ancião estava prestes a repreender o filho por suas palavras imprudentes a respeito do budismo, conteve-se ao ponderar sobre a situação delicada do neto.
Apesar de ser um praticante devoto, ele ainda não conseguia aceitar a ideia de ver Hudson Flertiã abandonar o mundo secular para se tornar monge.
Acompanhando a conversa entre os pais de Hudson e seu próprio avô, Amara começou a compreender por que Hudson sempre fora um homem tão gentil.
A bondade parecia ser um traço herdado — todos ali demonstravam empatia, tentando confortá-la em vez de culpá-la ou repreendê-la, exatamente o oposto do que ela esperava.
E isso só aumentava o peso em seu peito.
Se, por acaso, ela fosse a verdadeira razão por trás da decisão de Hudson em se tornar monge, jamais conseguiria se perdoar.
Antes, Amara ainda nutria dúvidas. No entanto, após ouvir aquela conversa e perceber que ninguém conseguia encontrar outra explicação plausível para a mudança repentina de Hudson, tudo parecia apontar par