Foi então que Pietro olhou para ela e comentou, com uma expressão genuinamente surpresa:
— É tão difícil assim de entender? Os pensamentos do Mestre das Joias são óbvios demais!
— Óbvios? — Amara franziu a testa, claramente confusa. — O que exatamente é óbvio nisso tudo?
Mesmo já acostumada ao raciocínio pouco convencional de Pietro, ela ainda tinha dificuldade em acompanhá-lo.
Ele piscou, cheio de convicção.
— Pense bem. A pergunta que você fez ao mestre provavelmente tinha a ver com sorte ou azar. E o que ele desenhou? Uma flor de pêssego. Isso não deixa claro que você anda tendo azar no amor ultimamente?
— Infortúnio… romântico…? — Amara gaguejou, sentindo um arrepio percorrer a espinha.
Pitter, sentado ao lado, ficou em completo silêncio, sem saber como reagir.
Pietro inclinou a cabeça, com um ar inocente.
— Eu falei alguma coisa errada?
O rosto de Amara escureceu aos poucos.
— O que você disse… infelizmente faz muito sentido.
Ela ficou em silêncio, incapaz de refutar aquele racio