Vindo de uma família rica, Hudson Flertiã jamais enfrentara verdadeiros obstáculos desde muito jovem. Nunca precisara lutar por nada; bastava mencionar um desejo para que ele lhe fosse entregue. Com o tempo, isso moldou nele uma personalidade indiferente — alguém que não implorava, não disputava, não ansiava.
A vida, para Hudson, parecia distante. Quase como se ele estivesse apenas passando por este mundo, um observador deslocado, um forasteiro.
Até o surgimento de Amara.
E, mais tarde, seu reaparecimento, cinco anos depois.
Foi o suficiente para destruir completamente aquela barreira invisível que o separava da realidade. Pela primeira vez, Hudson desejou algo com intensidade genuína. E justamente por ser precioso demais, a perda veio acompanhada de um desespero profundo, quase insuportável.
Ele acreditava que, naquela vida, não haveria mais nada que pudesse querer.
Por isso, quando procurou o monge e pediu para ser aceito como discípulo, o mestre não apenas consentiu, como também se