— Hudson Flertiã vai se tornar monge? — Amara perguntou, incrédula. — Vovô, o senhor tem certeza disso? Não está brincando comigo?
Ao lado dela, Pitter franziu o cenho enquanto escutava a conversa pelo viva-voz. Para ele, a situação também parecia completamente absurda.
Na noite anterior, tudo parecia ter sido resolvido.
Então… como aquilo havia escalado para esse ponto?
Do outro lado da linha, o velho ancião elevou a voz, claramente irritado:
— Por que eu brincaria com você numa situação dessas? Aquele jovem da família Flertiã já está no templo! Ele vai raspar a cabeça ainda hoje à tarde! Qual parte disso parece uma piada para você?
Amara sentiu a cabeça girar.
— I-isso é impossível… — gaguejou. — Não pode haver algum outro motivo? Por que o senhor tem tanta certeza de que isso foi por minha causa?
— O que mais poderia ser?! — retrucou o ancião. — Ele estava absolutamente normal antes de sair, mas depois do jantar com você anunciou à família que queria se tornar monge! Se isso não ap