Giovanni
A notícia me alcançou como uma bala no meio do peito.
“Explosão em uma cafeteria no centro de Nápoles. Há feridos. Suspeita de atentado.”
Mas não foram as palavras que me fizeram perder o chão. Foi o nome.
Aurora.
Meu telefone escorregou da minha mão, caiu no chão do escritório e explodiu em estilhaços como se tivesse sido atingido por uma rajada. O tempo parou. O ar sumiu dos meus pulmões. Só restou o vazio. Um silêncio ensurdecedor.
— Não. — sussurrei. — Não, não, não...
Ada correu a