Aurora
Acordei com um som insistente cortando o silêncio do quarto.
Meu celular.
O toque vibrava em algum lugar perto da cabeceira, agudo, urgente, como se o mundo lá fora quisesse me puxar de volta para uma realidade que eu ainda não estava pronta para enfrentar.
Pisquei algumas vezes, tentando lembrar onde estava. A colcha leve cobria meu corpo nu, ainda aquecido. Os lençóis cheiravam a Giovanni — aquele perfume amadeirado, inconfundível, e ao mesmo tempo, o espaço ao meu lado estava vazio.