Aurora
O carro deslizou silenciosamente pela longa alameda ladeada por ciprestes. A noite já havia caído, cobrindo tudo com aquele manto espesso e úmido que tornava o mundo ainda mais estranho para mim. Eu observava pela janela o movimento das árvores sob o luar, enquanto sentia o silêncio de Giovanni ao meu lado como uma corrente invisível me puxando para o fundo.
Eu ainda não sabia se era medo, dor ou exaustão. Talvez fosse tudo junto. Talvez fosse só o peso de carregar um coração em ruínas e