Aurora
A chuva ainda tamborilava suavemente contra a janela quando me enrosquei mais nos cobertores, tentando ignorar o som distante de trovões que se anunciavam no horizonte. Meu corpo já tinha se acostumado à cama dele, ao cheiro de Giovanni impregnado nos lençóis e ao espaço vazio ao meu lado que parecia sempre frio demais quando ele não estava.
Mas, naquela noite, algo diferente aconteceu. Estava quase adormecendo quando ouvi passos abafados se aproximando. Meus olhos se abriram lentamente