Giovanni
A porta bateu atrás de Aurora e o silêncio se derramou pela casa, grosso e desconfortável como fumaça. Eu respirei fundo, enfiando a arma na cintura da minha calça de moletom, e encarei os três intrusos na minha sala de estar.
— Vocês podiam ter avisado que vinham. — resmunguei, cruzando os braços.
Matteo, meu irmão mais velho, não sorriu. Nem piscou. Só cruzou os braços musculosos no peito, o olhar duro como concreto.
— Já sabemos da sua imprudência, Giovanni. — ele disse, a voz baixa