Madri despertava sob o brilho dourado de um fim de tarde que parecia pintado à mão. As ruas fervilhavam de vida — o som dos passos, o riso distante, o cheiro inconfundível de café recém-tirado e flores nas varandas. Chiara observava a cidade pela janela do hotel, o mesmo onde seus pais haviam se hospedado muitos anos antes, quando Montevino ainda dava os primeiros passos fora da Toscana.
Ela respirou fundo. Aquele ar madrilenho tinha algo de diferente — como se carregasse ecos do passado, sussu