O outono havia pintado Montevino em tons de cobre e ouro. As folhas das videiras balançavam suavemente com o vento da tarde, e o ar trazia o perfume doce do mosto recém-fermentado. O tempo parecia mais lento, como se a terra respirasse lembranças.
Chiara caminhava entre as vinhas, sentindo sob os pés o solo que sustentara gerações. Estava sozinha, mas, de alguma forma, não se sentia só. Cada passo parecia ecoar vozes antigas — risadas, promessas, e o som do vinho sendo vertido em taças durante